

Num mercado saudável, dois tipos de intervenientes desempenham papéis fundamentais: market makers e market takers. Os market makers garantem liquidez ao submeter ordens que não são imediatamente executadas, aumentando assim a profundidade do mercado. Já os market takers consomem liquidez ao introduzir ordens que são executadas de imediato, correspondendo a ordens já presentes no livro de ordens.
Para compreender melhor o conceito de market makers e takers, podemos recorrer à analogia de um mercado de produtores. Os vendedores desempenham o papel de market makers, estabelecendo preços para os seus produtos e assegurando liquidez. Os clientes, enquanto market takers, compram ou vendem aos preços fixados pelos vendedores, influenciando a liquidez e os preços praticados no mercado. Esta comparação evidencia a importância de existir equilÃbrio entre makers e takers, assegurando um mercado dinâmico, com preços competitivos e liquidez adequada.
Numa bolsa financeira, o conceito de makers e takers é operacionalizado através do livro de ordens e do motor de correspondência. Os market makers colocam ordens visÃveis no livro, ao passo que os takers transacionam contra estas ordens pendentes. As bolsas frequentemente incentivam os market makers a reforçar a liquidez, o que resulta em spreads mais estreitos e preços mais eficientes.
As bolsas tendem a aplicar comissões distintas para ordens de maker e de taker. As ordens de taker suportam taxas mais elevadas, pois são executadas imediatamente e consomem liquidez. Já as ordens de maker, que alimentam o livro de ordens, beneficiam de taxas mais baixas, incentivando a provisão de liquidez. As estruturas de comissões podem variar conforme o volume de negociação e outros fatores, sendo que algumas bolsas concedem descontos a participantes ativos ou a detentores de tokens.
Market makers e takers são elementos essenciais para o funcionamento saudável de uma bolsa. Os makers proporcionam liquidez e profundidade ao mercado ao submeterem ordens que permanecem no livro, enquanto os takers consomem liquidez ao executar transações contra essas ordens. O modelo maker-taker, com a sua estrutura diferenciada de comissões, incentiva a provisão de liquidez e contribui para um ambiente de mercado eficiente e competitivo.
Os makers criam ordens e aguardam a sua execução, enquanto os takers executam ordens já existentes. Exercem funções distintas no processo de negociação.
Num modelo de comissões maker-taker, os takers pagam 0,1 % e os makers 0,05 %. Os takers suportam custos superiores por removerem liquidez, ao passo que os makers beneficiam de taxas inferiores por a acrescentarem ao mercado.











